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Uso do cinto de segurança reduz em até 75% morte no trânsito

 

 

 

 

 

 

O uso do cinto de segurança é obrigatório desde 1997, contudo, ainda há condutores e passageiros que não utilizam o item. De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde, 80% dos passageiros usam cinto no banco da frente e mais da metade não utiliza no banco de trás. Mais precisamente, apenas 3% de adultos e 20% de crianças utilizam o acessório no banco traseiro, segundo estudos da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

Em um acidente frontal a 50 km por hora, o corpo de uma criança de 20 quilos é projetado para frente, provocando um impacto de 300 quilos; e o de um adulto de 60 quilos, quando arremessado, passa a ter mais de uma tonelada. Sem o cinto, a pessoa projetada pode ferir mortalmente quem estiver sentado na frente ou ser jogado para fora do veículo. De acordo com dados do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), oito em cada dez pessoas que não usavam o cinto de segurança morreram em acidentes com pelo menos um dos veículos a menos de 20 km/h.

De acordo com o presidente da SBOT-PA, Bruno Brasil do Couto, em uma colisão a 65Km/h, a pessoa que estiver sem cinto pode sofrer graves ferimentos. “Nesta situação ocorre tudo muito rápido. Em apenas quatro segundos, o motorista que estiver sem cinto, por exemplo, é projetado para frente e para cima, podendo bater com a cabeça no teto do veículo e podendo levar a uma grave lesão da coluna cervical e lesão da medula, além de outras lesões graves que podem ocorrer como fraturas nos membros, luxação do quadril e fraturas na bacia", informa o médico.

Segundo ele, o uso do item diminui em 75% o risco de morte e proporciona benefícios ao condutor. “O cinto de segurança retém o corpo no banco no momento da colisão, evitando ferimentos na cabeça, a perda da consciência, e a projeção da pessoa para fora do veículo, reduzindo em 75% o risco de morte de passageiros no banco de trás, e 45%, no banco da frente; além de que, no dia a dia, proporciona postura adequada e melhor concentração na direção”, explica Bruno.

 

Dados

 

Não usar o cinto de segurança é infração grave e resulta em multa de R$127,69. Em julho de 2014, o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) registrou 11.839 infrações pela falta do uso de cinto de segurança e o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE),  especializado em trauma, ortopedia e queimados, localizado em Ananindeua, atendeu 7.759 pacientes vítimas de acidentes de trânsito no mesmo período.

“As pessoas sabem da importância do equipamento de segurança, principalmente os motoristas, mas os passageiros nem sempre tem o hábito, ainda mais neste mês de férias, quando deixam de usar o cinto porque estão na praia e ficam mais despreocupados”, diz o presidente da SBOT-PA, que alerta também para as mudanças no cotidiano em caso de acidentes.  “Em caso de sequelas graves, a pessoa pode ficar tetraplégica e isto vai implicar em mudança de rotina tanto do acidentado quanto da família, em mudança na renda, problemas emocionais, ou seja, por conta de uma imprudência, as consequências poderão ir além da saúde”, explica Bruno Brasil.

A utilização do cinto de segurança faz parte de um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que elegeu o item como um dos cinco fatores para a redução da mortalidade no trânsito.