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SBOT-PA encerra planejamento 2015 com simpósio de coluna

 

 

Nos dias 30 e 31 de outubro, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional Pará realizou o I Simpósio Paraense de Patologias da Coluna. O evento reuniu mais de 170 participantes entre profissionais, acadêmicos e residentes em ortopedia.

No Simpósio foram abordados pontos como trauma raquimedular, fraturas da coluna cervical, da coluna tóraco-lombar, espondilólise e espondilolistese, cervicalgias, lombalgias e ainda foi feita a discussão de casos clínicos.

 

Realizar um primeiro simpósio para tratar de coluna em Belém significa principalmente permitir o acesso a profissionais renomados na área, segundo o presidente da regional, Bruno Brasil. “Com esse tipo de trabalho, descentralizamos as ações da SBOT e possibilitamos a atualização profissional através desses encontros científicos. E dor na coluna é um

 

problema que 80% da população vai ter, então, ao avaliarmos que era um tema necessário, nos articulamos para trazer profissionais de ponta que atuam com patologias traumáticas da coluna e ortopédicas”, explica Brasil, que ainda lembrou dos outros cursos realizados na capital paraense.

 

Contribuindo com a linha de pensamento do presidente da regional, Délio Martins, da Escola Paulista de Medicina, que foi um dos palestrantes do evento, informou que a dor lombar é a segunda maior causa de ida ao médico, perdendo apenas para os sintomas respiratórios, tornando a demanda crescente. “E só tende a aumentar, pois além da longevidade, a população idosa também tem crescido, o que implica na maior procura por tratamentos”, acrescenta Délio Martins.

 

O médico ainda alerta que é necessário o acompanhamento de um profissional. “Para evitar problemas lombares, principalmente hoje em dia, com o aumento no número de pessoas que praticam esportes de impacto, é importante que haja acompanhamento profissional, com seu médico, educador físico e fisioterapeuta, para diminuir os riscos de lesão. Este cenário fez com que trouxéssemos vários vídeos e casos para discutir com a mesa e a plateia, além da abordagem de novidades na área que valem para profissionais, residentes, fisioterapeutas e radiologistas”, completa Délio.

 

Outro palestrante do Simpósio foi Robert Meves,da  Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Ele falou sobre lombalgias em crianças. “Lombalgia na criança é uma queixa frequente, devido a má postura e à alta incidência de esportes de impacto. Vale lembrar que na fase pediátrica não é normal que as crianças tenham reclamações de dores nas costas, então é importante fazer sempre a prevenção. Outra forma de ajudar é quando se percebe algum desnivelamento do ombro da criança, criando uma espécie de ‘calombo’ que é visível quando a criança se abaixa”, comentou Meves.

 

Para o terceiro convidado do evento,  Alexandre Fogaça, da Faculdade de Medicina da USP, o encontro potencializou as discussões a cerca das patologias da coluna. ”Trazer discussões sobre a coluna para Belém é muito importante, pois sabemos que essa epidemia afeta todas as regiões do Brasil, e ao visitar um hospital aqui em Belém, percebemos a alta demanda de pacientes com esse trauma, evidenciando a importância dessa troca de experiências. As discussões foram muito bem conduzidas e teve a participação de profissionais e acadêmicos muito bem informados, o que gerou um debate de altíssimo nível”, declarou Fogaça.

 

A técnica em radiologia, Jaquebede Costa,se disse satisfeita com o nível do debate, principalmente por terem tratado também de sua área. “Os convidados conseguiram apresentar importantes conteúdos também sobre a radiologia, como o raio X, ressonância e tomografia, afinal, as formas de realizar um exame são primordiais para o diagnóstico e com o Simpósio aprendemos e reforçamos esse conceito, além de entender melhor alguns casos de lesão na coluna, para que não corramos o risco de errar no exame e comprometer o trabalho dos médicos e cirurgiões”, disse a participante.

 

Elizângela Corrêa,que é  tecnóloga em radiologia, participou pela terceira vez de um curso realizado pela SBOT e disse que tem sido fundamentais para a sua atuação. “As patologias discutidas são o maior ganho de experiência que adquiri desse Simpósio, além de conseguir diferenciar com maior precisão as anomalias que percebemos durante exames de raio-X. Aqui em Belém faltam mais cursos de capacitação, nós percebemos isso mais frequente em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza, por isso que o Simpósio de Coluna foi uma iniciativa maravilhosa da SBOT-PA, que tem trazido temas multidisciplinares e capacitando vários profissionais”, declarou a tecnóloga.

O I Simpósio de Patologias da Coluna encerra o planejamento 2015 da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional Pará.