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Prognóstico bem realizado pode mudar diagnóstico do paciente

O prognóstico na sala de emergência é fundamental, principalmente em se tratando de fratura exposta. A questão foi bem enfatizada na Reunião Clínica do mês de março, realizada pela SBOT-PA no auditório da Unimed Estação Saúde. Os palestrantes concordaram que cuidados tomados logo na chegada do paciente podem mudar o diagnóstico do paciente.

De acordo Dr. Jean Klay Machado, princípios como profilaxia do tétano em fratura exposta, por exemplo, é importantíssimo e qualquer médico deve saber. “Tíbia e ossos da mão são as áreas mais afetadas quando se trata de fratura exposta, então é necessário esse cuidado, mas se a fratura for na pelve, ela não está menos sujeita a riscos, a fratura ainda é exposta mesmo sendo em cavidades”, detalhou.

O especialista lembra ainda que além de um bom prognóstico, outros fatores determinam o futuro do paciente. “Não importa quanto tempo a fratura está lá, o que define o sucesso do tratamento é a conduta adotada e o tipo de fratura. Mas fratura exposta tratada é fratura exposta fixada”, informou.

O tema foi debatido também pela infectologista, Paula Miranda, que abordou uso de antibiótico nos diferentes graus de fratura. “A ferida deve apresentar-se seca ao final, caso contrário, é considerada infectada, tendo de passar por nova limpeza cirúrgica. Apenas mudar o antibiótico não basta, o tratamento deve ser ajustado de acordo com o resultado de culturas”, ressalta Paula.

Em casos de tratamentos de infecções agudas, a avaliação clínica deve ser diária com a conferência de sinais vitais, da ferida, e devem ser feitos exames laboratoriais; à medida que o quadro for evoluindo, os exames podem ficar mais espaçados e assim é possível avaliar a alta do paciente.

Ainda sobre a atuação em fraturas expostas, o cirurgião plástico, Fabiel Vendramin, diferenciou enxertos e retalhos utilizados nesses casos. “Enxerto é o tecido retirado de um local do corpo e transferido para outro, sem manter conexões vasculares, tendo sua nutrição dependente do local receptor. Já o retalho é um segmento de tecido nutrido por um pedículo próprio”, explicou.

Nesses tratamentos, o cirurgião plástico deve cobrir o máximo possível o osso mas sem tensão excessiva, e pensar em outras opções caso tenha problemas com a primeira escolha no tratamento. “O cirurgião deve ter conhecimento geral e específico do retalho que vai realizar, e também saber evitar, reconhecer e trataras complicações que podem ocorrer”, finalizou Vendramin.

O assunto se estendeu para a mesa redonda moderna, moderada por Ivaldo Cintra Junior, e composta pelos palestrantes e pelos médicos Edmilson Brabo, Carlos Alpheu, Yontob Hamoy, Ricardo Camacho e pela fisioterapeuta, Patrícia Gazel.