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SBCM E SBOT PARÁ REALIZAM PROJETO DE ORIENTAÇÃO

DAS DOENÇAS OCUPACIONAIS DOS MEMBROS SUPERIORES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na manhã do último sábado, 2, na Praça Batista Campos, foi realizado o mutirão "Mãos em ação", um projeto da parceria entre a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) e a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia - Regional Pará (SBOT-PA), que orientou a população sobre as doenças que atingem os membros superiores devido ao esforço repetitivo no trabalho. A ação contou com apoio da Prefeitura de Belém, Universidade do Estado do Pará (Uepa), Hospital de Aeronáutica de Belém e da Residência em Cirurgia da Mão e Residência em Ortopedia, ambas do Hospital Porto Dias, e patrocínio das empresas Sanofi, Brumed e Medic System. 

 

O Comando da Aeronáutica disponibilizou 3 grandes barracas, que foram usadas pela primeira vez, montadas próximas ao coreto central da praça, onde médicos deram as orientações para solucionar as lesões, especialmente para quem já apresenta algum sintoma, como amortecimentos e dores nas mãos e nos braços. Ao todo, foram realizados 268 atendimentos, com a presença dos especialistas Pedro José Pires Neto (MG) e Carlos Henrique Fernandes (SP), presidente e vice-presidente da SBCM, respectivamente. 

 

Nem a chuva impediu que os visitantes aguardassem o atendimento. O serviço foi dividido da seguinte forma: primeiro, uma avaliação médica, onde algumas dúvidas puderam ser esclarecidas com os especialistas da mão. Em seguida, com a impressão diagnóstica encaminhada, as recomendações da equipe de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. E, ainda, medidas preventivas sobre a forma correta de sentar-se e sobre os equipamentos de segurança que devem ser usados na hora de trabalhar. A avaliação identificou vários tipos de lesões, incluindo algumas menos frequentes, a doença de Dupuytren e deformidades por artrite reumatoide. 

 

"No trabalhador, pode ocorrer lesões traumáticas, que são os acidentes, que provocam cortes e esmagamentos. Essas são frequentes. Agora, temos algumas outras lesões que são as degenerativas, que, devido a um uso mais intenso, podem evoluir para uma artrose ou para lesões que podem causar dormência, que é o caso da síndrome do túnel do carpo e as síndromes compressivas do nervo e os dedos em gatilho, em que a pessoa fecha a mão e ocorre um travamento e, na hora de abrir, ela precisa de ajuda. Essas são as mais frequentes", destacou o doutor Pedro José Pires Neto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A professora aposentada Irene Oliveira de Queiroz, de 65 anos, procurou a ação por conta das dores causadas pela artrose. "Eu tomo remédio controlado, mas sinto dor por causa da artrose mesmo assim. Eu acho que esse problema surgiu porque eu colocava a mão na água quente e na água fria, lavando roupa fervida. Depois que me aposentei, comecei a fazer crochê e esse trabalho repetitivo fez a dor piorar. O tratamento é muito caro, não tenho condições e essa foi uma excelente oportunidade para eu me prontificar", contou. 

 

CURSO DE DOENÇAS OCUPACIONAIS DO MEMBRO SUPERIOR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na noite da última sexta-feira, 1º de abril, no auditório da Unimed Estação Saúde, o "Mãos em ação" realizou o Curso de Doenças Ocupacionais do Membro Superior, que contou com a presença de médicos, residentes e acadêmicos de várias áreas da saúde. Além dos doutores Pedro José Pires Neto e Carlos Henrique Fernandes, esta etapa do projeto recebeu os médicos Rui Sergio Monteiro de Barros, membro titular da SBOT-PA e da SBCM e professor adjunto da UEPA; Luciano Elias Barboza, Mestre em Ortopedia e Traumatologia (Unifesp) e membro titular da SBOT-PA e da SBCM; e Maria Ruth Barros Virgolino, presidente da Sociedade Paraense de Medicina do Trabalho. 

 

O curso abordou os seguintes temas: atuação da SBCM nas doenças ocupacionais do membro superior, Lesões por Esforço Repetitivo (LER), Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT), Síndrome do impacto subacromial e ruptura do manguito rotador, Síndrome do desfiladeiro torácico, Síndromes compressivas do nervo ulnar, Síndromes compressivas do nervo radial, Síndromes compressivas altas do nervo mediano, Síndrome do túnel do carpo, Epicondilites do cotovelo, Tenossinovites estenosantes (de Quervain e gatilho), além das atribuições do médico do trabalho nas doenças ocupacionais do membro superior.

 

De acordo com o cirurgião da mão Rui Sergio Monteiro de Barros, que é o coordenador local do projeto, a região Norte é extremamente precária em especialistas em mão. "Em função disso, é uma conquista muito grande trazer a Belém esse projeto da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão. As doenças ocupacionais podem atingir qualquer tipo de trabalhador que utiliza os braços e as mãos, sejam eles formais ou informais. As donas de casa, por exemplo, estão muito expostas a essas doenças, pela intensidade e repetição das suas tarefas, não tendo praticamente descanso nos feriados e finais de semana", explicou

 

Texto: João Thiago Dias

Fotos: Paulo Favacho