Desenvolvido por Levant Consultoria de Marketing

www.levantmkt.com

Avenida Almirante Barroso, 1454 - Marco, Belém - PA

E-mail: sbotpara@gmail.com
Tel: 091 - 3084-3000

Lesão dos tendões flexores é tema de curso em Belém

 

Os médicos especialistas em cirurgia da mão Luiz Kimura (SP) e José Maurício do Carmo (RJ) ministraram curso sobre lesão dos tendões flexores na capital paraense no último sábado, no Hospital Porto Dias.

O curso foi organizado pelo ortopedista paraense Rui Barros, que está à frente da residência em Cirurgia da Mão no estado. Segundo ele, há deficiência de cirurgiões na área não só no Pará mas no Norte do país. “A quantidade de sequelas relacionadas à mão aqui na região é impressionante e não temos especialistas suficientes, principalmente em hospitais públicos, então este curso vem oferecer o conhecimento da área e a residência visa produzir profissionais qualificados no que tange à cirurgia da mão”, detalhou Rui. O projeto da residência médica foi submetido ao Ministério da Educação e à Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão, instituições que realizam vistoria em Belém, e aprovaram a Residência, que iniciou neste ano.

De acordo com José Maurício do Carmo, que é responsável pelo setor de cirurgia da mão e microcirurgia do serviço de ortopedia e traumatologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto (UERJ), a especialidade é pouco conhecida mas muito necessária. “30% dos acidentes de trabalho são com a mão, até em casa, em todas as horas as pessoas se machucam, e o atendimento de um especialista dá condições para essa pessoa voltar mais cedo ao trabalho, às suas atividades normais; e o que fizemos aqui, com tanta gente reunida, jovens, estudantes de medicina, foi fantástico, pois é o que temos que fazer, destinar formação e técnicas a eles”, disse o especialista.

O interesse pela cirurgia da mão também surpreendeu o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão, Luiz Kimura. Ele explica a importância da qualificação profissional na área. “Problemas relacionados à mão tem crescido. São problemas que já existiam no passado mas agora estão mais presentes, pois as atividades com o membro aumentaram, como a velocidade na digitação; então a atenção para problemas desse tipo aumentou, pois leva muito á incapacidade do paciente; contudo, a melhora no tratamento acompanhou o crescimento da demanda, assim como, acredito que o avanço tecnológico vem contribuindo para que as pessoas digitem menos, já temos por exemplo a ferramenta de gravação de voz, que veio substituir a digitação, mas enquanto as pessoas continuarem a digitar e utilizar as mãos com maior frequência, os problemas continuarão existindo e nós vamos continuar tratando”, explicou o presidente da SBCM.

No curso foi falado um pouco sobre a história da cirurgia da mão, evolução da especialidade, perspectivas da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão, anatomia cirúrgica, biomecânica e semiologia, biologia da cicatrização da lesão do tendão flexor, classificação temporal dos reparos, tratamento de lesões, reabilitação, e mostra de casos clínicos.