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Carnaval provoca aumento no número de cirurgias ortopédicas

Em mais um ano da campanha Carnaval Sem Traumas, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia traz o tema “Álcool e Volante: uma dupla que não dá Samba!”. O objetivo é o de minimizar acidentes que acontecem por uso de álcool, e agora, mais recentemente, pelo uso de celular no trânsito.

De acordo um levantamento da Sociedade, o índice de acidentes aumenta 30%, sendo os que envolvem motocicletas os mais preocupantes. E como consequência, as cirurgias ou serviços de trauma em todo o Brasil sofrem aumento médio de 40% a 60%.

 

O presidente da SBOT-PARÁ, Reginaldo Moura, diz que os acidentes provocam lesões que normalmente ficam por conta do setor de ortopedia dos hospitais, e que são de recuperação longa e muitas vezes provocam invalidez permanente. “O grande lesado são adultos jovens, o que impacta na situação econômica também, já que é menos mão-de-obra no mercado de trabalho. É preciso por na cabeça de uma vez, se beber, não se deve dirigir. Não adianta lavar o rosto ou tomar café, o álcool só sai do corpo depois de horas”, alerta o médico.

 

O assunto é tão sério que foi assunto da primeira Reunião Clínica da SBOT-Pará. O tema foi o atendimento ao politraumatizado, desde o pré-hospitalar até a cirurgia definitiva.

 

O médico José Guataçara abordou o atendimento pré-hospitalar e informou sobre as principais medidas a serem tomadas no local do acidente. “Nem sempre o trauma mais exposto é o mais importante. As medidas iniciais devem ser cuidar das vias aéreas, estabilizar a coluna cervical, saber do histórico desse trauma, pois ele vai ajudar a identificar os possíveis riscos e prestar atenção na exposição e proteção contra hipotermia”, disse Guataçara, completando que a principal missão do SAMU é levar o paciente com vida ao hospital.

Éden Tanaka participou da Reunião Clínica falando sobre a avaliação e o atendimento inicial no hospital. Ele reafirmou os cuidados que se deve ter com a via respiratória e também com os sangramentos. “Perda de sangue provoca perturbação mental no paciente”, alertou, chamando a atenção para não medicar o paciente com remédios que ele tenha alergia.

O diretor de Defesa Profissional da SBOT-PA e presidente do Comitê A.S.A.M.I - Reconstrução e Alongamento Ósseo da SBOT, Marcus Preti, informou que há alguns anos, as vítimas morriam mais no local do acidente, hoje o cenário é outro.          “O atendimento nos hospitais em casos de acidentes aumentou, pois os cuidados no local do acidente avançaram e muitas vítimas são salvas e chegam vivas nos hospitais, mas as sequelas, muitas vezes são gravíssimas, dependendo do tipo de acidente. Há casos eu conseguimos recuperar o membro traumatizado com a utilização de fixadores externos, os quais estabilizam o paciente, evita a perda de sangue e é minimamente invasivo, mas em outros, a solução é amputar para não comprometer outros órgãos”, diz Preti.

 

O diretor de Ensino e Treinamento da SBOT-PA, Jean Klay Machado, abordou o momento em que se deve realizar a cirurgia definitiva. Ele informou que a decisão vai depender do grau de estabilidade do paciente a partir dos exames e dos primeiros socorros. Se estiver estável, pode fazer a cirurgia, atendendo os indicativos para um bom prognóstico.

A Reunião ainda promoveu debate de casos clínicos com a moderação do ortopedista Rogério Filizzola e da fisioterapeuta, Gabriela Lima.

Além dos acidentes graves, a Sociedade de Ortopedia alerta para os danos físicos que podem ser causados no período carnavalesco, chamando atenção para longas entorses e lesões. “No Carnaval os brincantes ficam em pé por bastante tempo, dançam, fazem longas caminhadas, e isso pode acarretar em danos físicos como lesões ligamentares e contusões. Para prevenir, o ideal é utilizar tênis, de preferência com amortecedor, para evitar sobrecarga nas articulações”, avisa Reginaldo Moura. O médico lembra ainda que é importante fazer pausas no caso de viagens longas para não comprometer a circulação sanguínea.

 

Membros da SBOT, da Liga Acadêmica de Ortopedia e residentes da especialidade foram às ruas no último dia 18 para conscientizar os foliões, distribuindo panfletos e conversando com a população.

Neste Carnaval seja um Folião Nota 10:

  1. Respeite as normas do Código de Trânsito.

  2. Fique sempre atento: 92% dos acidentes de trânsito ocorrem por desatenção.

  3. Antes de viajar, reveja os itens de segurança do automóvel, como freios, pneus, suspensão, extintor de incêndio, etc.

  4. Utilize sempre os equipamentos de proteção (Cinto de Segurança, capacete, etc.).

  5. Transporte as crianças adequadamente, sempre no banco de trás, e com cinto de segurança. Caso tenha até sete anos, utilize a cadeirinha.

  6. Não ultrapasse os limites de velocidade.

  7. Se for dirigir, não beba. O álcool é responsável por 65% dos acidentes nas estradas.

  8. Respeite os pedestres e demais motoristas.

 

Texto: Lissa de Alexandria

Fotos: Paulo Favacho