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Curso da SBC é realizado em Belém

Pela primeira vez, uma edição do Curso Itinerante da Sociedade Brasileira de Coluna foi realizado na região Norte do país. Com o tema “Fraturas na coluna e trauma raquimedular”, o curso foi realizado no dia 04 de novembro na capital paraense. Foi coordenado pelo Dr. Bruno Brasil, e contou com a participação de profissionais do Pará, de Roraima, do Amazonas e de São Paulo e contou com apoio da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia Regional Pará.

O Dr. Valmor Artur Patrício Júnior, de Roraima, abordou fratura da coluna cervical alta, que geralmente é ocasionada por trauma de alta energia, fraturas com grande risco de lesão neurológica permanente.

Fratura da cervical baixa foi abordada pelo especialista paraense, Dr. Fernando Willian Rosa, fraturas que geralmente estão associadas a mergulhos em água rasa e quedas. Exemplificou que na região há pacientes vítimas de queda ao realizar a colheita de açaí do açaizeiro, os quais adquirem fraturas que podem necessitar de tratamento cirúrgico para sua estabilização.

Com relação ao trauma raquimedular, o Dr. Délio Eulálio Martins Filho, da Escola Paulista de Medicina, informou que a principal causa é o acidente automobilístico. São mil novos casos a cada ano, sendo quatro homens para uma mulher, na maioria dos casos, em idade produtiva. Segundo o Dr. Martins Filho, estudos mostram que pacientes com esse tipo de trauma, se operado até 24h após o acidente, têm uma melhor recuperação. Ele ainda comentou sobre a questão das células tronco, que já se mostram como possibilidade na recuperação neurológica, mas ainda está em fase experimental.

O Dr. Allan Kato, do Amazonas, abordou a nova classificação AO da fratura toracolombar e sua aplicabilidade. Alertou sobre a importância da classificação adequada para nortear o tratamento e chamou atenção para modificadores na conduta cirúrgica, como queimaduras, e também para a necessidade da operação em casos de déficit neurológico e instabilidade no local.

Fratura sacrococcígea também foi um subtema abordado pelo paraense Dr. Marcelo Soares de Brito. Segundo ele, é uma fratura pouco incidente mas quando acontece precisa ser bem tratada através de um planejamento adequado, que pode ser conservador ou cirúrgico. “A descompressão é importante nesses casos. 80% dos pacientes melhora apesar do tratamento”, ressaltou, chamando atenção para a preocupação com infecções como fatores principais de complicações.

O último subtema foi ministrado pelo coordenador do curso em Belém, Dr. Bruno Brasil, sobre fraturas por insuficiência, as quais têm como causa osteoporose, metástases e neoplasia primária. Fratura da coluna por Osteoporose é a causa mais comum de fratura por insuficiência, a qual reduz a qualidade de vida do paciente, provoca a perda da altura do corpo vertebral, podendo levar a outras fraturas. Geralmente utiliza-se o tratamento conservador e em casos em que não há melhora da dor, pode-se realizar o procedimento cirúrgico minimamente invasivo com cimentação percutânea da vértebra fraturada. De toda forma, Dr. Bruno Brasil finalizou informando que o paciente precisa saber todas as opções de tratamento possíveis para o seu caso.

Lissa de Alexandria

ASCOM - SBOT